Categorias
escritos

De viagens e viagens

Estou na estrada admirando a paisagem e apreciando o momento. É tão bom pegar a estrada, curtir a viagem, o percurso antes de chegar ao destino.

Acho que alguém já escreveu que o mais importante da viagem é percurso e não a chegada. Acho que foi o Mário Quintana, mas não estou certo.

Perco-me em pensamentos, tentando lembrar da frase, busco na memória, depois também cato no Google. Vem-me a lembrança de outros versos. Não os de Quintana, mas de Cora Coralina:

O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.

Cora Coralina

Mas ela está mais a filosofar da vida, dessa longa viagem, que nem é tão longa assim.

Não consigo lembrar da frase.

Talvez, o Quintana não estivesse falando de viagens. Para falar a verdade acho que era de vacas.

E daí o pensamento me pega e início outra viagem. De uma vaca, de hipogrifo, de hipopótamo e autor defunto ou seria defunto autor; das nuvens da imaginação vou até os labirintos de um castelo, no universo kafkaniano. Lembro de Tolstoi, Dostoievski, tantos outros, tantos nomes, tantas aventuras. Tantas viagens.

É tão boa a literatura, a leitura de um livro, as descobertas e o prazer antes do desfecho final.

Parece que há mais viagens entre estradas e livros, do que pressupõe nossa escassa imaginação.

Não tenho a menor ideia de quais eram os versos do Quintana, mas importante é o percurso.

Há tantos jeitos de viajar, não é mesmo?

Categorias
escritos

Coluna do palhaço e festas no presídio

De modo geral, gosto muito de algumas colunas de jornais, talvez de jornais antigos porque hoje acompanho pouco. Em uma tentativa de acompanhar um pouco mais o que acontece por aí, inauguro hoje a coluna do palhaço.

A coluna do palhaço é apenas um espaço aqui para comentar alguns acontecimentos da semana. O nome é em minha própria homenagem. Sinto me um palhaço a busca do meu nariz quando leio ou assisto à algumas notícias.

Festas nos presídios

Não foram apenas as festas de final de reveillon que tiveram cobertura na imprensa.

Os presídios também resolveram participar. O primeiro video de festinhas veio do pior presídio do país. O presídio Central de Porto Alegre.

Pra não ficar atrás, o presídio de Colônia Agroindustrial de Aparecida do Norte também liberou o video das festas. O presídio já estava na mídia por conta das rebeliões ocorridas no primeiros dias de 2018.

O vídeo, porém, não era da festa final de ano. É que os de tentos não tiveram festa de reveillon porque estava em casa.

O vídeo era só a festinha de um colega.

Não sei o que é pior e mais constrangedor: ver que presidiários estão promovendo grandes festas nas cadeias. Ou descobrir que os presos fazem mais festa do que agente, digo eu.

Festas nos presídios ii

Parece que quem ficou triste com tudo isso foi a diretora do presídio xxx. A fulana disse se sentir injustiça da por ter sido afastada do cargo porque não sabia de nada dessas festas.

Eu me pergunto se ela realmente não entendeu porque foi afastada, ou se sentiu injustiçada por não ter recebido o convite para a festa.

Festas nos presídios iii

A boa notícia é que essas festas foram pagas com o dinheiro dos próprios presos.

Tudo partiu deles: as drogas, as cervejas, a compra dos policiais e acho que até a locação do presídio.

Tem muita empresário procurando o governos para prestar parcerias e fazer eventos fixos para gerar mais rendas para os seus negócios.

Aliás, o governos afirmou que não gastaram nada mesmo. Ou quase nada. Da verba destinada do governo federal, apenas 4% foram gastas pelo estados.

Não sei como eles gerenciam os presídios, se nem o dinheiro que é fornecido pela União os estados estão gastando.

Enquanto eles vão inventando desculpas sem sentido, eu continuo a procura pelo meu nariz de palhaço.

Porque acho que vou ter que continuar a usá-lo por um bom tempo.

Categorias
escritos

Ano ímpar não dá pra confiar

2017 vai deixar saudade… não, não vai não. Não para mim. Não gostei. A começar que era ano ímpar. Tenho algo com número que não dá pra dividir… não sei explicar. Ano ímpar não dá pra confiar.

E 2017, não dava para confiar mesmo.

Foi um ano do tipo deputado federal: só sugou o que nos restava de energia. E quando, parecia que ia fazer alguma mudança, ter alguma melhoria mudava o voto na última hora.

Nos primeiros meses do ano até cheguei a acreditar que seria diferente, mas daí começavam os aumentos da gasolina, depois a reforma trabalhista. Aliás, eu ainda não me explicaram como isso vai aumentar os empregos. Não seria melhor reduzir os impostos ou diminuir a burocracia de criação de empresas. Ou, quem sabe incentivar a criação de novas empresas.

Eu já queria que ano acabasse lá por junho. Passa a régua e começa de novo, mas tinha mais. Entra em recesso ano ímpar.

Para o mundo que eu quero descer

Mas 2017 seguiu em frente, mais aumentos de gasolina. Eu não tenho carro, mas preciso cozinhar. C@#$&%ˆ

Teve coisa boa também. Muitos filmes, muita música, muita arte. Teve cada exposição… Ah sim. Teve exposição fechando porque teve gente que não gostou. “A bola é minha e eu cansei”.

Teve muita cara de pau também. Muita cara de pau.

O que salvou mesmo 2017 foi as gentes. As amizades. Àquelas que não acabaram por causa da falta de tolerância. Àqueles amigos que seguiram juntos apesar de tudo.

Mas não dá pra dizer que foi de todo ruim. Teve coisa boa também, mas fica para outra hora porque o recesso já começou.

O bom mesmo é que esta acabando e que 2018 vem aí. Tenho certeza que será melhor. Afinal, pior que 2017 vou te dizer né. Além disso, 2018 é número par, daí dá pra confiar.

Em ano ímpar eu não confio.

Categorias
escritos

Prelúdio de Natal

Era um final de tarde, o dia se despedia e o sol avermelhado iluminava o espaço e deixado tudo mais belo e encantador. Estava tudo tão calmo e tranquilo, que ele mal percebeu quando a xícara escorregou-lhe pelas mãos. Seria um prelúdio de natal?

O objeto dividiu-se em pedaços, resultado do atrito com o chão. O barulho fez com que despertasse do estado de tranquilo em que estava. Ao ver o resto do líquido e a xícara em pedaços, não deve dúvidas. Algo de ruim estava para acontecer.

Pegou o celular e verificou a data. Era isso, as festas de final de ano se aproximavam.

Sim, era um prelúdio de natal

 

Ficou abatido. Tinha se empenhado tanto esse ano para manter-se ocupado durante todo o mês de dezembro. Criara um compromisso atrás do outro, inventava ocupações, se voluntariava para ajudar todos que podia. No trabalho fazia horas extras. Esperava que com a agenda cheia, com os compromissos e obrigações esquecesse das festas de final de ano.

Queria passar ileso pelas festividades.

Preludio de Natal - árvore caída
Foto de Joanna Kosinska no Unsplash

Todo o ano era a mesma coisa: especial de natal, especial do Roberto Carlos, show da virada. Não aguentava mais ver aqueles programas.

Imaginava quem conseguia assistir ano após ano os mesmos programas, os mesmo especiais de natal e ano novo; perguntava-se se alguém assistia a missa do galo.

Não se conformava.

O que mais lhe irritava era aquela alegria plástica, como se tudo fosse uma felicidade de verdade. Duvidava. Sempre duvidara dos feriados, das comemorações. Acima de tudo da TV.

Tentava evitar tudo aquilo… mas sempre acabava diante da televisão, assistindo a mesma programação. Um programa qualquer com emoção barata e empolgação forçada. Às vezes até chorava, menos pelo programa e mais pela dura realidade que não conseguia mudar.

Mas nesse ano, ele tinha esperança… havia algo novo, surpreendente, que mudaria a vida dele e todos os finais de anos seguintes.

Tinha descoberto um site que passava vídeos e seriados. Tudo seria perfeito, nada de prelúdio de natal, só precisava que desta vez, a internet funcionasse.

Categorias
escritos

Da escrita à morte I

Quando os médicos lhe ordenaram manter um diário atualizado de suas memórias e emoções, não se irritou. Ele gostava do exercício de escrever, sempre gostou.

Ver as letras surgindo na tela era o que lhe acalmava sempre, mas não naquele dia. Escrevera o seguinte em seu diário.

“Pela primeira vez, desde que comecei esse diário é que me sinto mal depois do exercício. Isso me assusta. Ver as letras surgindo na tela era o que me acalmavam e hoje não. Elas são indiferentes – porcaria – não sou eu, é o padrasto que grita na cozinha.

Eu apenas me irrito com a incompetência dele. Com a minha própria incompetência. Fui educado assim: a chamar os outros de imprestáveis.

Lembro que ele me ensinou assim, esse padastro, que assumiu o lugar de meu pai. Quando era criança, cada vez que eu fazia algo, ou tentava fazer, ele me dizia que eu não sabia fazer nada. A mãe, tentava me defender e às vezes até me elogiava, mas não era muito diferente. Ela também, sempre que podia dizia que a culpa era minha.”

Naquele dia resolveu tudo: matou os dois. Provou a eles que ambos estavam errados. E depois ainda escreveu:

“Matei, bem matado. Meu pai-padastro sorria, finalmente havia feito algo certo, minha mãe não. Ela estava triste, percebera que ela era a culpada, que aquele era o seu julgamento.

Eu estava feliz, sentia-me livre, finalmente.”

Havia se libertado. Não tinha mais correntes ou cordões lhe aprisionando a alma ou o espirito. Não precisava mais de médico. Estava livre.

Deixou os dois no chão, juntos e fui tomar banho.

 

Categorias
escritos

Das catracas de ônibus

Dia desses, de um sol forte e brilhoso, convidativo para um passeio, resolvi ir até uma praça para ler e respirar ar puro. Circulei pela praça até encontrar um lugar propício para a leitura.

Lembrando-me agora, era o lugar ideal. O gramado era macio e ficava sob a proteção de uma grande árvore, que além de proteger-me do sol, também servia-me de encosto com o seu robusto tronco.

Sei mais delongas, abro o livro  Mar Quente, que trago comigo e continuo a ler de onde, no dia anterior, havia parado. Não avanço muito, poucas páginas depois a leitura é interrompida. Uma frase impede-me de prosseguir.

“pular a roleta para lucrar meia passagem era o convênio com que mantinhamos com os cobradores”

A frase suscita-me memórias antigas, de uma infância, talvez pré-adolescência. Não lembro ao certo, mas aquela frase leva-me ao passado, quando eu tinha 12 ou 13.

Lembro que também fazia o mesmo, quando ia estudar em um cursinho de informática no centro de Porto Alegre. Sempre dávamos um jeito de não pagar a passagem: passando dois na catraca do ônibus pelo custo de um ou passando por baixo da roleta.

Devia ser divertido, pois lembro com alegria e satisfação.

Não era divertido passar por baixo da roleta do ônibus ou o fato de não ter dinheiro para pagar a passagem, mas lembro que com a economia de uma passagem podíamos comprar bolachas recheadas ou refrigerantes.

Em pensar que só tínhamos essa pequeno prazer porque não pagavamos a passagem.

Não sei quando comecei a aceitar ou a acreditar que precisava pagar por tudo. Não entendam que eu esteja incentivando a todos a roubarem. Não se trata disso, mas quando passávamos por baixo, os cobradores aceitavam numa boa. Eu não era o único a ir estudar, outros também iam e mesmo não me achando tão criança, eu ainda era uma criança.

Naquele tempo, não era errado ou condenável não pagar passagem, ou pelo menos não da maneira como é hoje. Para aqueles que viviam na periferia era quase que necessário passar por baixo da catraca para poder conhecer o centro cidade. Havia um entendimento de todos. Sabíamos que em poucos anos também pagaríamos pelo transporte. Acho até que podíamos dizer que era um rito de passagem.

Pular catraca de ônibus é crime

 

Fui crescendo e assistindo um movimento diverso dessa formação de ser humano e de caráter, mas principalmente na mudança que se tornou a relação com o transporte público.

De repente, o sistema de transporte público passou a impor regras. O ato inocente, de passar por baixo da roleta, se tornou um comportamento marginal, criminoso. Estudantes e idosos passaram a ser obrigados a terem identificação e registro para usufruirem de benefícios do transporte público.

pular catraca de ônibus é crime
Créditos: Fortalbus

Hoje, já não basta ser criança, tem que ter a carteira; não basta ser velho, os cabelos brancos, a pele enrugada não vale nada sem um papel que comprove que todas aquelas marcas do tempo são realmente marcas do tempo.

Nós forçaram a aceitar um discurso contra nós mesmos. Aqueles que não pagam passagens não podem andar de ônibus; se o outro não tem dinheiro não é problema meu; por que eu deveria pagar pelo problema dos outros?

Acho que nos transformamos ou nos transformaram em fiscalizadores, auditores de uma série de normas que não vem, não enxergam mais o cidadão. Quando olhamos vemos apenas um marginal que não paga passagem. Perdemos aquele nosso olhar solidário, a capacidade de enxergar um ser humano, naquele que não paga passagem.

Penso que se hoje, tentasse passar por baixo da roleta para guardar dinheiro pra merenda, eu seria tratado com cascudos e xingões; na escola, seria perseguido pelos meus colegas por não ter dinheiro nem para a passagem.

Os adultos deixariam de ver em mim uma criança que quer ir para escola, mas não tem dinheiro e passariam a me ver como um infrator que quer passar a perna nos outros.

As coisas realmente mudaram, mas que bom que ainda tem um pouco de arte e literatura para nos reavivar as memórias.

Abro novamente o livro de contos do Enio e leio novamente aquela frase, desta vez, pausadamente, tentando compreender tudo o que nela poderia conter:”pular a roleta para lucrar meia passagem era o convênio com que mantinhamos com os cobradores”.

Que outras memórias surgirão das próximas páginas?

__

*extraído do conto Crocodilo e Lagartixa, da coletânea Mar Quente, de Enio Roberto.

Categorias
escritos

Como escrever mais de 5000 palavras em um dia?

Como escrevi mais de 5000 palavras em um dia?

Hoje é o terceiro do diário do NaNoWriMo de 2017. E foi de longe o dia mais produtivo. Estou muito feliz porque escrevi mais de 5000 palavras em um dia. Para ser exato foram 6295 palavras.

Até ganhei uma medalha de 5000 palavras por isso.

Nanowrimo - medalha de 5000 palavras
Nanowrimo – medalha de 5000 palavras

Quatro dicas para escrever 5000 palavras em um dia

 

Como o número de palavras para atingir o objetivo de 50.000 é alto e o tempo é curto, resolvi planejar um método de trabalho, baseado principalmente nos anos anteriores até revisitei um texto meu sobre o assunto: sete coisas que aprendi sobre escrita ao participar do NaNoWriMo.

1) Defina o tempo para escrever

 

Estabeleci uma séries de sprint para conseguir atingir o objetivo. Um sprint é um termo de uma metodologia para gerenciamento de projetos conhecida com scrum e consiste basicamente em estabelecer um tempo para a execução de atividades.

No meu caso, como já tinha um hábito de escrever em tempos de 40 minutos, estabeleci que faria 6 sprints de 40 minutos no dia de hoje, o que daria mais ou menos 4 horas de escrita.

2) Agende os horários para escrever

 

Além de definir a quantidade de tempo que reservaria para a tarefa estabeleci também os horários que iria trabalhar no projeto. Eu faço isso, pois fica mais fácil reservar um tempo na agenda e posso me organizar melhor durante o dia.

No meu caso, por exemplo, estabeleci que faria três sprints durante o período da manhã, dois seguidos depois do almoço e um último no final do dia. Funcionou e vou repetir a dose.

3) Definia uma meta para escrever

 

Além de definir um tempo para escrever e definir horário, estipulei um número de palavras para chegar no dia. A meta definida foi de 5.300 palavras.

Como ela foi atingida e superada, farei as modificações para os próximos dias.

4) Escreva

 

De nada adiantar você planejar, reservar tempo senão sentar e escrever. Então chegando nos horários, desigue celular, saida da internet, foque e escreva.

Categorias
escritos

Como vencer o bloqueio criativo? Meu Segundo dia do NaNoWriMo 2017

Não sei se é bloqueio criativo, mas este ano a escrita do NaNoWriMo tem sido mais complicada do que nas edições anteriores.

Eu criei cinco introduções de histórias para este ano, cada uma com cerca de 1.000 palavras em media e desisti de cada uma. Não conseguia avançar depois disso.

Não é que as ideias não fossem boas. Acredito que são boas ideias e espero desenvolve-las, tão longo termine o mês. Porém, não tinha o que chamo de fôlego para um romance, no máximo uma novela com 12.000 ou 15.000 palavras.

Outro problema que presenciei este ano e ainda presencio refere-se aos personages. Percebi que alguns personagens não estavam prontos para nascer. Aprendi que uma personagem prematura necessita de mais cuidado e tempo para ser desenvolvida.  Bem, não disponho nisso no NaNoWriMo.

A única saída é continuar tentando. Como disse ontem, acredito que a inspiração vem do trabalho e uma hora teria a ideia que teria uma personagem pronta para nascer e uma história que rendesse as 50.000 palavras.

Técnica para vencer o bloqueio criativo

Resolvi recomeçar novamente hoje, mas com uma técnica diferente: pensar no final do livro. Eu diria que é um meio termo entre planejar o texto ou deixar ele ir me levando. Lembrei que foi isso que fiz nas edições anteriores e acho que era o que faltava.

Tenho a ideia para o livro chegar até a metade dele e mais alguns capítulos, mas ainda não sei o final, nesse meio tempo vai depender mesmo é dos personagens, das forças que eles vão ganhando de muito trabalho.

Gráfico de produção do Nanowrimo (20/11/2017)
Gráfico de produção do Nanowrimo (20/11/2017)

O número de palavras esta muita aquém do que deveria, mas estou confiante. Ao recomeçar hoje já consegui atingir 2.029 palavras, sei que vou precisar de mais 48.000 e quase 5.000 por dia, mas tenho confiança.

No ano passado tivem dias em que escrevi quase 10.000 palavras por dias. E agora que estou certo de onde quero chegar, o caminho parece claro, só preciso pegar a freeway e acelerar para chegar a tempo.

Categorias
escritos Uncategorized

Cadê a inspiração? Diário do NaNoWriMo

Seguindo a promessa e os compromissos de escrita da semana do post de ontem, começo hoje a relatar minhas experiência com o NaNoWriMo e meus dilemas com a tal da inspiração.

Eu não acredito em inspiração para mim ela não é uma musa que surge do nada. Acredito que ela é uma musa a ser conquistada com muito esforço.

Em outras palavras, a inspiração vem é do trabalho.

A ideia não é minha. Ela foi dita ja faz tempo e vem sendo repetida pelo seu criador Charles Watson e seus seguidores.

Já que disse que não creio em inspiração, não vou dizer que ela me faltou hoje e por isso o andamento do NaNoWriMo não evoluiu. Espera chegar ao final do dia com no mínimo 3.000 palavras, mas a realidade foi be diferente.

Escrevi apenas 1.154 palavras.

Nanowrimo - gráfico do dia 20
Gráfico de produção do Nanowrimo (20/11/2017)

Faltou inspiração?

 

Eu adoraria dizer que faltou inspiração para escrever, mas isso é uma grande mentira. Pelo menos para mim. O que falou foi foco e trabalho. Principalmente o segundo.

Lembro que em outras edições do NaNoWriMo, quando começava a escrever e era transportado para um outro mundo, no qual eu não existia, apenas os personagens e o seus problemas. Este ano não tenho conseguido esse envolvimento com a trama ou com as personagens.

Talvez seja isso o que muitos escritores chamam de bloqueio criativo. Mesmo passando por esse dilema ainda estou reticente em crer que exista algo como isso.

Acho que o mesmo pensamento da inspiração também vale para o bloqueio criativo. Trabalhar é a resposta. Parece que para resolver um problema precisa comecar com outro. E acredito que seja isso mesmo e é o que espero testar e provar nos próximos dias.

Que com um trabalho focado, surgem ideias melhores e o que chamamos de inspiração surge diante de nós, mas não como uma aparição do nada, mas sim como uma conquista merecida.

Categorias
escritos

Compromissos de escrita da semana

Estou ciente que este espaço (o blog)  necessita de uma atualização mais frequente.  Pensando nisso vim até aqui,  assumir dois compromissos de escrita esta semana.

Esses compromissos são para amenizar a falta de textos. Mas não pensem que não ando escrevendo. Tenho escrito e reescrito bastante, prometo contar os detalhes ainda esta semana. Tenho falhado mesmo é nas postagens, nas publicações, por isso vim aqui me comprometer com vocês.

Pensando melhor. Talvez os dois compromissos de escrita da semana sejam na realidade, um compromisso e uma promessa.

Compromisso de escrita 1: NaNoWriMo 2017

 

A primeira promessa ou compromisso é o de concluir o desafio do NaNoWriMo 2017.  NaNoWriMo é um jornada anual em que escritores e aspirantes são desafiados a escrever um livro (50.000 palavras) em 30 dias.

Eu começei a escrever o texto deste ano, mas parei. Já havia escrito umas 1500 palavras quando parei. Percebi que não era a história que queria contar. Então voltei e comecei a escrever outra, e novamente não era a história que eu queria.

Faz mais de uma semana que estou planejando capítulos e ideias sobre uma nova história para esse ano. Mas sabe de uma coisa: eacho que não sou do tipo de escritor que planeja. Decidi que vou deixar a história ser contada até por que estou sem tempo.

Esse ano o desafio será maior, pois, ao invés, de ter 30 dias para escrever 50.000 palavras vou ter apenas 11. É isso aí, de hoje até o final de novembro. Aceitei o desafio e é por isso que vim que registrar no blog. Vejam o gráfico deste ano:

Nanowrimo - gráfico do dia 19
Gráfico de produção do Nanowrimo (19/11/2017)

É eu sei que o desafio é grande, mas vou escrever. Se eu falhar não será por falta de tentativa, por este motivo deixo 

Dois compromissos de escrita?

 

Eram dois compromissos, mas esse segundo tem mais cara de promessa: vou prometer atualizar o blog diariamente esta semana.

Há uma série de postagems a serem publicados, que eu chamo em in media res. Eu chamo assim porque serão textos postados nas datas em que escrevi as notas iniciais. Com isso em mente, é bem provável que de amanhã até o final de novembro, tenham alguns textoa simultâneos sendo publicados por aqui.

Com esses textos prontos ou não, quero me comprometer em atualizar diariamente para compartilhar com todos o andamento do desafio do NaNoWriMo.

E para não perder nenhuma atualização do meus compromissos de escrita da semana, que tal se inscrever na newsletter do blog?